PSA em 2026: resumo das novas regulamentações, normas e obrigações para as empresas
Decisões estratégicas e novas regulamentações
O ano de 2026 traz mudanças significativas na segurança do trabalho – com impacto direto na seleção, aquisição e utilização de EPI. Novas exigências legais, maiores expectativas em relação à cadeia de abastecimento e atualizações das normas existentes aumentam a pressão sobre as empresas para tomar decisões bem fundamentadas e preparadas para o futuro.
No centro destas mudanças estão vários desenvolvimentos – muito diferentes entre si, mas estreitamente ligados:
O debate em torno dos PFAS coloca à prova os materiais e os conceitos de proteção. As novas obrigações de diligência devida na cadeia de abastecimento reforçam a importância da transparência e da responsabilidade. Ao mesmo tempo, a proteção contra o calor ganha relevância como uma obrigação concreta do empregador – não como um risco teórico, mas como um desafio real no dia a dia. O panorama normativo também continua a evoluir, por exemplo, com a revisão da EN ISO 11612.
Para os responsáveis de segurança e os departamentos de compras, isto significa uma coisa: já não se trata apenas de cumprir requisitos. Trata-se de definir as prioridades certas – equilibrando o desempenho da proteção, a disponibilidade, a eficiência de custos e a segurança jurídica.
Mostramos o que realmente importa em 2026 e como transformar estas mudanças em soluções práticas.
Regulamentação dos PFAS: Por que a proteção tem prioridade sobre a rapidez
O debate sobre a proibição das substâncias alquílicas perfluoradas e polifluoradas (PFAS) é um dos temas mais complexos de 2026. Embora já existam alternativas sem flúor para o vestuário de trabalho simples, a situação no domínio do EPI de alto desempenho é diferente.
Derrogações para a categoria III
No que diz respeito ao EPI da categoria III, em particular aos fatos de proteção contra produtos químicos dos tipos 3 e 4, a regulamentação da UE (restrições REACH) prevê períodos de transição de longo prazo de até 12 anos. A razão é de natureza puramente técnica: os revestimentos atuais isentos de PFAS ainda não conseguem garantir o efeito de barreira necessário contra produtos químicos agressivos, óleos e solventes na mesma medida que a química do flúor.
Na ASATEX, a proteção da vida humana está em primeiro lugar. Enquanto as tecnologias alternativas não cumprirem integralmente os rigorosos requisitos de permeabilidade, continuaremos a apostar, no segmento de gama alta, em materiais comprovados e em conformidade com as normas. Acompanhamos de perto a investigação, para só efetuar a transição quando a segurança da sua equipa estiver 100% garantida.
CSDDD: O novo dever de diligência na cadeia de abastecimento
Em 2026, os limites da Lei da UE sobre a Cadeia de Abastecimento (Diretiva relativa à devida diligência em matéria de sustentabilidade das empresas) serão reduzidos. Cada vez mais empresas terão agora de comprovar que os seus produtos de vestuário foram produzidos em conformidade com rigorosas normas ambientais e sociais. A ASATEX apoia-o neste processo, fornecendo dados validados e certificações como a SEDEX, para que possa cumprir os seus requisitos de conformidade de forma a resistir a auditorias.
O perigo subestimado: a proteção contra o calor como obrigação do empregador
Tendo em conta as alterações climáticas, a DGUV 2026 reforçou ainda mais as diretrizes para a prevenção do stress térmico. A proteção contra os raios UV e a gestão ativa da humidade já não são características opcionais de conforto, mas devem ser obrigatoriamente incluídas na avaliação de riscos. Certifique-se de que a proteção UV é certificada de acordo com a norma EN 13758-2, para evitar danos de saúde a longo prazo nos colaboradores que trabalham ao ar livre.
Soluções modernas, como o vestuário funcional ASATEX com regulação ativa da humidade ou as nossas coleções de vestuário de alta visibilidade com certificação UV, ajudam ativamente o corpo a manter a temperatura central estável, mesmo sob radiação solar extrema.
Atualização sobre o mundo das normas: revisão da norma EN ISO 11612
Para além dos requisitos climáticos, em 2026 a proteção contra chamas no setor industrial passa também a ser o centro das atenções. A atual revisão da norma EN ISO 11612 estabelece novos padrões em termos de design e resistência mecânica. Os critérios foram tornados mais rigorosos, especialmente no que diz respeito ao design de fechos e bolsos, bem como aos ensaios de materiais, com o objetivo de aumentar ainda mais a segurança em caso de contacto breve com chamas.
Para si, enquanto utilizador, isto significa que, em 2026, a proteção contra o calor terá de ser encarada de forma holística. Enquanto a DGUV se concentra na exposição aos raios UV ao ar livre, a nova norma EN ISO 11612 garante uma melhoria da proteção contra riscos térmicos na produção. Pode obter informações mais detalhadas sobre este tema na nossa publicação do blogue: A nova norma EN ISO 11612 para proteção contra o calor e as chamas.
Resumo das principais alterações em 2026
(Caixa de conselhos de especialistas do Uwe): A permeabilidade continua a ser o critério fundamental
Apesar de todas as inovações digitais, a eficácia física da proteção não deve ser relegada para segundo plano. Um erro frequente na prática é confiar exclusivamente na classe de proteção de um fato. O tempo de penetração (permeação) para as substâncias específicas com que trabalha é tão decisivo em 2026 como era há dez anos.
Consulte as fichas técnicas da ASATEX: para os nossos modelos principais de proteção química descartável, disponibilizamos listas detalhadas de permeabilidade. Caso necessite de proteção para combinações específicas de materiais, a nossa equipa de especialistas irá ajudá-lo a consultar individualmente os tempos de penetração, para que possa calcular com segurança o tempo de utilização para a sua equipa.
Perguntas frequentes sobre segurança no trabalho 2026
Quando é obrigatório o uso de vestuário de trabalho isento de PFAS?
Em 2026, ainda não existe uma proibição geral para todas as áreas de EPI, mas muitas alternativas sem flúor para a proteção mecânica já dominam o mercado. Na categoria 3 de EPI, os revestimentos que contêm PFAS continuam a ser autorizados devido à falta de alternativas e são, muitas vezes, indispensáveis para a segurança.
O que vai mudar em 2026 na avaliação de riscos em ambientes exteriores?
A obrigação de documentação relativa às medidas de proteção contra o calor foi concretizada. A partir de determinados índices UV, os empregadores têm de comprovar que são disponibilizados EPI adequados (capacetes, vestuário de proteção UV) e medidas organizacionais (pausas à sombra).